BNDES: R$ 209 milhões em centrais hidrelétricas

Postado por: admin | PCH | terça-feira, 2 de agosto 2011 19:26

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará a construção de seis Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), no valor total de R$ 209,6 milhões e com potência instalada de 116,4 MW.

Parte dos recursos, R$ 84,4 milhões, será destinada ao Complexo Juruena, empreendimento que reúne cinco PCHs, com potência de 91,4 MW, em Mato Grosso. Os outros R$ 125,6 milhões foram aprovados para a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Lightger, controladora da PCH Paracambi, no Rio de Janeiro, usina que terá 25 MW de potência instalada.

O crédito para a Paracambi também contempla a construção da linha de transmissão associada, conectada à subestação Nilo Peçanha, no município de Paracambi. O BNDES financiará 61,8% dos investimentos totais, de R$ 157 milhões.

A PCH entrará em operação em dezembro deste ano. A usina será uma ampliação do Complexo das Lajes, que reúne as hidrelétricas Fontes Velha, Fontes Novas, Nilo Peçanha e Pereira Passos. O Complexo tem potência instalada de 668 MW. A energia gerada pela PCH Paracambi será comercializada com os dois acionistas da Lightger, Light e a Cemig. Já o Complexo Juruena, de cinco PCHs, integra o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa).

De acordo com o BNDES, as PCHs melhorarão a estabilidade dos sistemas de transmissão e de distribuição de energia para a Cemat, concessionária de serviços públicos de distribuição de energia do Estado do Mato Grosso.

Fonte: www.monitormercantil.com.br



PCH – Pequena Central Hidrelétrica

Postado por: admin | PCH | sexta-feira, 18 de março 2011 15:34

Pequena Central Hidrelétrica, ou abreviado simplesmente PCH, é toda usina hidrelétrica de pequeno porte cuja capacidade instalada seja inferior a 30 MW.

São classificadas em Micro (potência < 100 kW), Mini (entre 100 e 1000 kW) e Pequena (entre 1 MW e 30 MW). São também classificas conforme o desnível da queda d’água (cf. ANEEL e CNDPCH).

Uma PCH típica normalmente opera a fio d’água, isto é, o reservatório não permite a regularização do fluxo d´água. Com isso, em ocasiões de estiagem a vazão disponível pode ser menor que a capacidade das turbinas, causando ociosidade. Em outras situações, as vazões são maiores que a capacidade de engolimento das máquinas, permitindo a passagem da água pelo vertedor.

Por esse motivo, o custo por kW da energia elétrica produzida pelas PCHs é maior que o de uma usina hidrelétrica de grande porte, onde o reservatório pode ser operado de forma a diminuir a ociosidade ou os desperdícios de água. Entretanto, são instalações que resultam em menores impactos ambientais e se prestam à geração descentralizada.

Este tipo de hidrelétrica é utilizada principalmente em rios de pequeno e médio portes que possuam desníveis significativos durante seu percurso, gerando potência hidráulica suficiente para movimentar as turbinas. Segundo a ANEEL, a capacidade instalada das PCHs em 2007 no Brasil é cerca de 1.231 MW.

Este tipo de implantação pode ser questionável, em função dos impactos que venha a causar, principalmente no potencial turístico das cachoeiras que possam desaparecer. Isto no entanto nem sempre é um potencial real, pela falta de infra-estrutura em torno da paisagem, incluindo dificuldade de acesso. As compensações acordadas com os órgãos de licenciamento podem se restringirem a cuidados ambientais obrigatórios, reflorestamentos em algum lugar, caso o projeto seja aprovado após as análises técnicas e de impactos ambientais.

Como grande vantagem das PCHs é possível destacar o enorme potencial não aproveitado no Brasil. Onde mesmo em regiões onde o aproveitamento hídrico por grandes e médias usinas já está esgotado, como na região sudeste, ainda existem grandes possibilidades de aproveitamento para pequenas centrais. Este potencial não aproveitado e disperso quando totalizado é muito mais benéfico que a construção de grandes usinas no norte do país, distantes dos centros de consumo.

A proximidade dos aproveitamentos dos centros de consumo ajuda muito em quesitos técnicos, como a redução de perdas no sistema, redução da necessidade de transmissão de energia por longas linhas, promovem um melhor perfil de tensões elétricas e suporte de energia reativa, melhorando assim a eficiência e rendimento do sistema elétrico como um todo.
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